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Krishna existiu // comprovado pela Ciência

Krishna existiu // comprovado pela Ciência

 

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IMAGEM: Krishna mostra sua Forma Universal a Arjuna, antes da batalha de Kurukshetra

 

escrito por RAJ NAMBISAN / Sexta-feira, 20 de junho de 2014

FONTE: http://www.vinabrasil.blogspot.com.br/

Krishna existiu? Certamente, diz Dr. Manish Pandir, um doutor de medicina nuclear que leciona na Inglaterra, proferindo evidências astronômicas, arqueológicas, lingüísticas e orais para provar seu ponto. “Eu pensava em Krishna como uma parte do mito Hindu e da mitologia. Imagine minha surpresa quando eu encontrei o Dr. Narhari Achar (professor de física na Universidade de Memphis, Tennessee, nos EUA) e sua pesquisa em 2004 e 2005. Ele havia encontrado a data da Guerra do Mahabharata usando astronomia. Eu imediatamente tentei corroborar com sua pesquisa usando o software Planetarium e cheguei às mesmas conclusões [que ele],” disse Pandit. Isto significava, ele diz, que o que é ensinado nas escolas sobre história da Índia está incorreto? A Grande Guerra entre os Pandavas e os Kauravas ocorreu em 3067 a.C., diz Pandit, que obteve seu título de MBBS pela BJ Medical College. Em seu primeiro documentário, “Krishna: história ou mito?”, os cálculos de Pandit dizem que Krishna nasceu em 3112 a.C., de modo que teria a idade de 54-55 anos no momento da batalha de Kurukshetra. Pandit é também um renomado astrólogo, tendo escrito diversos livros sobre o assunto, e diz ter previsto que Sonia Gandhi rejeitaria o primeiro ministério, no exato momento em que Shankaracharya Jayendra Saraswati seria libertado sob fiança e também a guerra de Kargil. Pandit, como o sutradhar do documentário “Krishna: história ou mito?”, utiliza quatro pilares – arqueologia, lingüística, o que ele denomina a tradição viva da Índia e astronomia para chegar ao veredicto circunstancial de que Krishna foi de fato um ser vivente, pois o Mahabharata e a batalha de Kurukshetra de fato aconteceram, e, uma vez que Krishna foi o pivô desse Armageddon, é tudo verdade.

 

Você é um especialista em medicina nuclear. O que lhe convenceu a fazer um filme sobre a história/mito de Krishna? Você acha que existem muitas dúvidas? Trata-se de uma mensagem político-religiosa, ou uma puramente religiosa?

 

Nós sempre somos ensinados que Krishna é uma parte do mito Hindu e da mitologia. E isto é exatamente o que eu também pensava. Mas imagine a minha surpresa quando eu encontrei o Dr. Narhari Achar (professor de física na Universidade de Memphis, Tennessee, nos EUA) e sua pesquisa em 2004 e 2005. Ele havia encontrado a data da Guerra de Mahabharata usando astronomia.

Eu imediatamente tentei corroborar com sua pesquisa usando o regular software Planetarium e cheguei às mesmas conclusões. Isto significava que o que é ensinado nas escolas sobre história da Índia está incorreto. Eu também comecei a refletir sobre por que isto estaria incorreto. Atribuo parcela de culpa a uma mistura de necessidade pós-colonial de conformar com ideias ocidentais sobre a civilização Hindu e uma inabilidade de firmar opinião frente a algumas estranhas ideias ocidentais. Além disso, qualquer tentativa de um olhar mais imparcial sobre a história da Índia é rejeitada.

Decidi que não poderia mais tolerar este nonsense, e a fazer filmes mostrando para os indianos educados a sua real herança. A caneta é mais poderosa que a espada, é uma frase antiga, mas eu cheguei a uma nova: filme é a nova caneta. Quaisquer ideias que eu tenha irão receber muita disseminação através deste meio.

Eu quis apresentar a verdadeira ideia da história da Índia sem interferências da percepção, o que era verdadeiramente científico, e não alguma hipótese coberta por percepções e preconceitos.

 

Por que não um documentário sobre Rama, que é mais controverso na Índia hoje? Uma prova de sua existência certamente seria mais do que bem-vinda nos dias de hoje.

 

Um documentário sobre Rama está por vir no futuro. Mas o motivo imediato pelo qual eu deferi este projeto é o imenso custo que envolveria. Enquanto pesquisas sobre Krishna e Mahabharata estavam presentes e prontas para início.

Além disso, Rama, de acordo com o pensamento Hindu, existiu num distante passado de Treta Yuga, onde a ciência tem dificuldades em adentrar.

 

Existe um ponto controverso em seu documentário onde um monge Iskcon alude a Krishna como sendo pai de Jesus. Como você afirma seu ponto, uma vez que existe um intervalo de 3000 anos entre os dois gigantes espirituais?

 

Krishna é o pai espiritual de Jesus? Este é o questionamento de quem treina para se tornar um padre católico, e que agora adora Krishna. A resposta vem num campo de comparações entre religião e teologia.

As escrituras bíblicas qualificam Jesus como o filho de Deus. A maioria dos indianos não têm problemas aceitando isto, com os Hindus como um povo secular. Entretanto, a questão que então aparece é, se Jesus é o filho, então quem é o pai ou Deus em si?

Agora, as escrituras bíblicas não dão uma resposta, exceto ao dizer que o Pai é todo poderoso e omnipresente. Agora, é claro, nós sabemos que Jesus não diz que ele é omnipresente e omnipotente.

Nenhuma escritura pode viver como uma ilha, sozinha, e o Srimad Bhagavatam e outras escrituras como o Brahma Samhita, todas clamam Krishna como um ser todo poderoso e omnipresente.

Então, se nós usamos estas palavras de Bhagavatam, não pode haver outra verdade, o que significa que Krishna é o pai de todas as criaturas viventes. Porém, não significa que Jesus não é divino. Jesus é de fato divino. O que eu gostei sobre os monges em meu documentário é que eles não denigrem Jesus, mesmo adorando Krishna como Deus. Eles mantêm Jesus em seus corações, enquanto adoram Krishna. O que poderia ser mais secular ou mais cristão?

 

3067 AC é quando houve a guerra do Mahabharata, diz Dr. Achar. Como ele chegou nisto?

 

Existem mais que 140 referências a astronomia no Mahabharata. Dr. Achar usou simulações do céu noturno para chegar a 22 de novembro, 3067 a.C., como o dia que a guerra de Mahabharata começou.

Inicialmente ele usou referências comuns a Udyoga e Bhisma Parvan, e então Saturno em Rohini, Marte em Jyestha com inicialmente somente dois eclipses, Lunar em Kartika e Solar em Jyestha.

Vou lhe contar quão raro esta combinação de conjunções astronômicas é.

O ciclo de eclipses Saros é periódico a cada 19 anos, assim como o ciclo Metonico de fases lunares. Então se eu disser que Amavasya occorreu em Jyestha, então irá ocorrer novamente em 19 anos, mas se eu disser que um eclipse solar ocorreu em Jyestha, então ocorrerá novamente em Jyestha, somente depois de 340 anos. Adicione Saturno em Rohini e levamos de 1 em 7000 anos. Este conjunto de conjunções leva todos estes fatos em consideração, bem como todas as outras informações.

Então agora sabemos sobre a peregrinação tithis de Balarama e nakshatras, e acredite ou não, tudo isto se encaixa perfeitamente na data de 3067 a.C.. E para concluir, também se encaixa a repetição de três eclipses descritos na destruição de Dwarka, 36 anos depois.

Isto explicaria porque muitos outros pesquisadores tentaram e falharam em encontrar a data da guerra de Mahabharata, uma vez que é baseada em um conjunto astronômico único que ocorreu apenas uma vez nos últimos 10.000 anos.

 

Então essencialmente, sua tese é que uma vez que a guerra do Mahabharata de fato aconteceu, como confirmado por deduções astronômicas, Krishna era também uma entidade vivente, uma vez que ele é o fulcro da Grande Guerra?

 

Não somente isto, mas o fato de que tradições arqueológicas, orais e viventes apontam para o mesmo. E sim, nós não podemos separar a guerra do Mahabharata de Krishna. Se uma aconteceu, então o outro também deve ser verdade.

 

Qual seu próximo projeto?

 

O próximo projeto é chamado Jesus indiano. Já está 80% completo. É muito controverso, mas precisa ser feito. Viver na Índia me convenceu de que existem muitos caminhos para Deus. Qualquer um que vive na Índia e não aceita tal conceito deveria ser entitulado intolerante, mas ao invés, o oposto está acontecendo. Existem pessoas hoje que chamam seu deus de Deus e o meu de demônio, mas isto é inaceitável, e eu verei estes conceitos intolerantes serem demolidos. Eu desejo muito ver um mundo sem fronteiras onde vivemos em respeito mútuo. Não posso dizer muito sobre o projeto, mas eu irei provar que a base das religiões é a mesma.

 

O documentário diz que existe uma árvore banyan que foi testemunha da batalha de Kurukshetra, onde dizem que 4 milhões de pessoas morreram em 14 dias. Onde exatamente isto existe? Esta árvore foi provado ter existido nesta data?

 

De fato existe uma árvore banyan em Jyotisaar em Kurushektra que é adorada como tal. Este conceito é similar ao da árvore em Jerusalém, que é tida por ter testemunhado a chegada de Jesus. Prova de sua data é pouco provável de fornecer qualquer resposta concreta. Eu incluí isto no documentário para mostrar a vivente tradição da Índia – como adoração do Ganges não pode ter provada sua data para dar quaisquer respostas.

 

Existe um senhor chamado Ram Prasad Birbal que disse que encontrou muitos ossos que dizem ter pertencido à batalha de Kurukshetra. Isto foi cientificamente provado?

 

Ram Prasad Birbal é um residente de Kurukshetra. Eu não fui informado de nenhuma data provada destes ossos. Mas eu fui informado que provas thermo-luminescentes de outras relíquias, bem como data por carbono em outros locais em Kurukshetra deram datas muito mais antigas que as civilizações dos vales Hindus. Além disto, Euan Mackie, um arqueólogo iminente encontrou um tablado de argila do episódio Yamalaarjuna de Krishna em Mohenjedaro, um lugar das civilizações dos vales Hindus, provando que mesmo em 2200 a.C. existia uma cultura de adoração a Krishna.

 

Você disse que o hinduísmo se espalhou através do sudeste da Ásia neste período. Quão grande era este império religioso?

 

O império religioso Hindu estendeu através de todo o sub-continente asiático até o sudeste da Ásia, do Afeganistão até a Tailândia (onde Ramayana e Krishna ainda são mostrados através de danças), Burma, Cambodia (Angkor War, Angkor Thom, Bayon, etc), Vietnam, Laos (pequeno Kurukshetra e templos), Malaysia (que era hindu até recentemente), até Java (mais templos), Bali (onde o hinduísmo ainda é a religião) e  Indonésia, onde dizem que o neto de Bhima performou mil rituais de fogo em Yogyakarta. Afeganistão foi com certeza a casa para ambas a corrida de Yadu e Shakumi (Kandahar ou Gandhar).

 

Dr. Achar disse que a guerra de Kurukshetra deve não ter ocorrido em um dia de lua cheia.

 

A guerra do Mahabharata não começou num Amavasya. Isto é claro. Krishna diz a Karna “Saptama chappi divasat Amavasya Bhivasyati” e diz que Karna deveria avisar Drona e Bhisma para preparar o ayudha (armas) pooja naquela data. Mas não para começar a lutar a guerra naquela data.

 

O documentário é bastante fresco. Fui informado que é a primeira vez que você segurou uma câmera e aprendeu a filmar. Quantos dias levou e qual foi seu orçamento?

 

            Eu aprendi a editar filmes usando uma variedade de softwares como Final Cut 6, pois percebi que um diretor de filmagem precisa saber fazer uma boa edição básica para decidir o que filmar, de quais ângulos e por qual duração.

Inicialmente comprei uma câmera profissional com filmagem HD e então aprendi a filmar antes de filmar em 8 grandes cidades na Índia, EUA, Inglaterra e Cambodia. Entretanto, nada te prepara tão bem quanto filmar por conta própria. Maior parte disto foi feita com uma pequena equipe, basicamente lidando com áudio.

Mais tarde fui financiado pelas mais recentes câmeras de filmagem Cinealta tru HD, que não estão disponíveis na Índia, e que agora eu possuo proficiência em usar. Também ensinei alguns membros da equipe a filmar.

Então veio a missão de unir um time de profissionais para fazer edição, gráficos, vozes e todo o resto, para que então eu tivesse um time de pessoal para meus próximos documentários.

Foi uma íngreme curva de aprendizado, uma vez que eu nunca fiz aulas de filmagem, mas tem funcionado bem, com pessoas da indústria que são veteranos complementando meu trabalho. Eu pessoalmente acho que foi tudo pela graça de Deus.

O orçamento era 15 mil libras, ou aproximadamente RS 12 lakh. Me levou 18 meses para completar.

 

Seu documentário diz que a Índia não tinha uma tradição de escrever os fatos até 325 a.C., quando Alexandre o Grande chegou. Como você chegou a esta conclusão?

 

Isto é o que a crença científica atual diz. Mesmo com pessoas falando sobre ter decifrado o Indus Valley script, não existe conclusão direta sobre o mesmo, então paramos na “official line”. Vamos lidar com estes aspectos num documentário futuro.

 

S R Rao, o arqueólogo marinho do National Institute of Occeanography, encontrou um prédio do século IX, e uma cidade inteira. Onde foi isto e quando ele encontrou?

 

S R Rao encontrou a cidade afundada de Dwarka poucos anos atrás na Beyt Dwarka no início dos anos 1990.

 

Aparentemente, esta cidade perto de Dwarka foi construída 36 anos depois da guerra de Mahabharata. Esta é a conclusão de Rao?

 

Acredita-se que pelos danos e destruição causados pelo mar, Dwaraka submergiu seis vezes e a Dwarka moderna é a sétima cidade a ter sido construída na área. Falando cientificamente, vemos que 36 anos depois da guerra, existiam as mesmas repetições de um eclipse tríade, como mostramos no documentário.

 

De Dwarka a Kurukshetra, são mais de 1000 km. Como você acha que Krishna viajou para ajudar os Pandavas?

 

Como um cientista, eu acredito que eles viajaram em cavalos, que os possibilitariam chegar rapidamente. Se considerar 1000 km, deveria levar 7 dias se ele tivesse cavalos. Claro, se levar em conta a fé, poderia acontecer num piscar de olhos.

 

Qual a conexão entre os dois cometas que Sage Vyasa falou sobre, a moção retrógrada de Marte (Mangal ou Kuja) e Antares (Jyestha) com isto tudo?

 

A idéia de que cometas são prenúncio do caos é bem documentada. Porém, há um conjunto de afirmações descrevendo cometas e suas posições. Somente o Dr. Achar chegou à dedução correta, que aquelas frases no Bhisma Parvan se referem a cometas, e não planetas – que é onde pesquisadores anteriores encontravam dificuldades.

Nós sabemos que o cometa Halley foi visto naquele ano também.

 

Dr. Achar interpretou versos do Bhisma Parvan e Udyog Parvan para chegar em diversas conclusões. Uma delas é que quando Saturno está em Aldebaran (Rohini), traz grandes marés de azar. A última vez que isto aconteceu foi em Setembro de 2001, quando 9-set aconteceu. Quando isto acontecerá pela próxima vez?

 

Na verdade, Saturno em Rohini é sabido há muito tempo de ser algo ruim pelos astrólogos. Rohinim Pidyannesha Stitho Rajan Shanscharah. Este trânsito aconteceu em 1971 onde em torno de um milhão de pessoas foram mortas, e novamente em 2001 em setembro, quando aconteceu o 9-set. A próxima vez é em 2030/2031, aproximadamente.

 

Quando é a próxima vez que Marte vai estar em Antares?

 

Marte em Jyestha deve ser levado em conjunção com outras coisas mencionadas por Karna quando ele fala a Krishna, como isto ocorrer anualmente. Em qualquer caso, aquelas pessoas foram grandes astrônomos e não somente guerreiros, então nós não sabemos qual é o limite de seu conhecimento a respeito destes eventos. Em minha humilde opinião pessoal, era talvez até melhor do que temos hoje.

2 comentários

  1. Muito legal esse artigo!

    Minha fé nunca pediu prova material de nada, mas esses dados podem “apaziguar” os corações daqueles que priorizam as evidências materiais em detrimento dos ensinamentos espirituais.

    Abraços!

    João

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